
Sempre dizia que o ciumes era sufocante, mas não sabia ao certo como realmente era aquela sensação. Nunca havia sentido na pele realmente a perca de ar espontânea, nunca até aquele determinado momento, momento do qual ela jamais havia de se esquecer. Quando sua garganta travou na tentativa de engolir o choro e o algo de dentro querer gritar ao mesmo tempo, seu corpo todo tremia procurando uma escapatória, procurando um lugar para se esconder daquela dor que nem se quer sabia de onde vinha. Só sabia que doía, doía como se seu corpo estivesse sendo devorado por dentro, sem ter como fugir.




